segunda-feira, 3 de novembro de 2014

12 horas de vôo = Poltrona de Avião X Champagne e Vinho.

Já viajei de avião antes, mas nunca havia passado tantas horas dentro de um. Essa parte da minha viagem eu procurei não pensar muito. Claro comprei um travesseiro específico e um topa olho, mas minha passagem não era de primeira classe e cada um tem um jeito de se acomodar na cama, o que fica impossível na poltrona do avião. Tem gente que até ronca, mas no meu caso, foram 12 horas de cochilos. Já sabia da importância de levantar e caminhar pelos corredores do avião, então fiquei em pé me alongando próximo aos banheiros (todo mundo faz isso), mesmo assim meus pés incharam e ......



 e entraram apertadinhos no calçado.
Calçados....homens são básicos, um sapato social, um tênis e 
um chinelo combina com tudo, nós mulheres não. Planejei minha mala de forma que pudesse combinar peças básicas e montar looks diferentes, assim levei duas sapatilhas, um sapato alto para as ocasiões especiais (depois conto) e fui de bota (para não fazer volume na mala), mas ela quase não fechou, e entrou apertadíssima após tanto tempo de viagem. Coisas difíceis à parte, ri muito com o kit noturno do avião “Um travesseiro (daqueles de bebê), uma manta (se cobre as pernas não cobre os braços), um tapa olho, lenço umedecidos (não entendi para que)”, o cardápio muito chique “incluí champagne e vinho a vontade”  (fiquei imaginando a primeira classe) e para passar o tempo comecei a ler um livro, assisti um filme e estudei francês e inglês na TV do avião.
No desembarque no aeroporto Charles de Gaulle em Paris, sabíamos que haveria um receptivo a nossa espera. Depois de tempo esperando, desconfiamos de uma das placas “Mr Baptista”.  Será que era conosco? Os outros receptivos não tinham placas que indicassem nosso sobrenome “Chabes”, então nos aproximamos para perguntar e rimos muito com isso depois. Meu marido chama-se João Batista Chabes, mas ninguém nunca o chamou de Baptista antes.
Se você nunca foi a Paris, não espere ver a Torre Eifel na primeira curva logo que sair do aeroporto. Isso foi muito engraçado, fiquei feito boba procurando a torre a cima dos edifícios. O aeroporto fica há 23 km a noroeste de Paris e todos os monumentos ficam dentro do limite da cidade.

Esqueci de dizer que deu um friozinho na barriga na alfandega, mas com o passaporte e informações de hotel e retorno ao Brasil, foi tranquilo.
Dicas para o vôo e minha mala
_ Andar dentro do avião é super importante para a circulação. Use um calçado fácil de tirar e colocar.
_Remédio para enjoo. Se você não tiver problemas neste sentido tudo bem, eu levei remédio na mala embarcada, deveria ter tomado antes.
_ Na mala do meu marido....bem roupa de homem parece sempre mais fácil, duas calças jeans, uma bermuda, sete camisetas, uma malha, um blaiser e duas camisas e sapato social (para os jantares pois os franceses são muito formais nos restaurantes  e a noite fazem cara feia para o tênis), roupas intimas e pronto. Na minha mala, levei duas calças jeans, uma calça e blaizer preto, duas camisas, um vestido básico para noite, duas calças legging, nove camisetas de modelos e cores que pudessem combinar, echarpes de cores e tamanhos diferentes, jaqueta e duas malhas (preta e branca) duas sapatilhas confortáveis e um sapato alto. Não levei, mas poderia ter colocado um tênis. Roupas intimas. 
No próximo post Na recepção do hotel:"Bonjour madame.....e eu fiquei muda"

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