sábado, 4 de outubro de 2014

Revolta do Guarda chuva

Os moradores de Hong Kong, antiga colônia britânica, dão exemplo da forma democrática de protesto.Sentados aos milhares na via pública, exigem o "direito ao voto"nas próximas eleições de 2017. 
O protesto começa a ser intitulado como "Revolta do Guarda Chuva" pois os manifestantes usam o objeto para se defender do gás 
de pimenta que os policiais jogam contra.
Em geral o que se vê
 são pessoas usando camisetas brancas, usando máscaras, cartazes e deixando seus monumentos "inteiros", Prédios, ônibus não são destruídos ou incendiados. Em algumas vias é possível ver os automóveis passando entre eles. O porta voz dos manifestantes, Alex Chow, disse que "Os edíficios governamentais que nós ocupamos não serão os dos serviços sociais ou de saúde"

Qual o motivo do protesto: 



O direito de escolher seus representantes no governo. 

Sabendo que a China tem uma forma de governo atualmente denominada de Capitalista para a economia e Comunista para o controle social, é preciso entender um pouco da sua história. 
Durante a Guerra do Ópio, em 1839, a china entregou Hong Kong foi ocupado pelo Reino Unido e a china entregou esse território para ser governado por 99 anos. Em 1997 foi assinada a "Declaração Conjunta Sino-Britânica, que ficou acertado que  o sistema socialista não seria praticado e o sistema capitalista honconguês ficaria intacto por um período de 50 anos. 

Hong Kong é hoje um dos principais centros financeiros internacionais com uma grande economia de serviço capitalista caracterizada pelo baixo nível de impostos e pelo livre comércio, sendo que a sua moeda, o dólar de Hong Kong, é a oitava mais negociada no mundo. Seu pequeno território e a consequente falta de espaço causou uma forte demanda por construções mais densas e altas, o que desenvolveu a cidade como um centro para a arquitetura moderna e a tornou uma das mais verticais do planeta. Hong Kong também tem um dos maiores PIB per capita do mundo. O espaço denso também resultou numa rede de transportes altamente desenvolvida, com uma taxa de transporte de passageiros superior a 90%, a maior do mundo. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que Hong Kong tenha a segunda maior expectativa de vida do planeta.
O movimento foi deflagrado após a decisão de Pequim, anunciada em agosto, de aplicar o sufrágio universal na eleição do chefe do Executivo de Hong Kong em 2017, mas com um controle sobre as candidaturas.
Os manifestantes denunciam interferências de Pequim, exigem o sufrágio universal sem condições e não aceitam que nas eleições de 2017 as autoridades chinesas mantenham o controle sobre os candidatos ao cargo de chefe de Governo local.

Não podemos deixar de refletir que onde há estudantes há pessoas que tem direito a educação e conhecimento e portanto acesso a reflexão sobre os políticas que envolvem os direitos dos cidadãos. Um país onde a maioria da população tem apenas o básico "saber ler e escrever para assinar seu nome" não existe democracia. 

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