quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Indisciplina

Logo no inicio do ano, todo professor, frente a nova turma de alunos, estabelece alguns combinados (regras de convivência) que sustentaram as situações decorrentes do cotidiano escolar. Então, em determinados dias os combinados não funcionam. Um desentendimento entre os alunos durante o intervalo gera sentimentos de magoa, revolta e brigas, criando um ambiente de indisciplina na sala de aula. Não quero dizer com isso que a indisciplina é gerada por brigas, mas é um sinal de regras não cumpridas.

Segundo Silvia Parrat-Dayan, pesquisadora da Universidade de Genebra: “as regras morais estão associadas à justiça, à integridade dos outros e ao respeito aos seus direitos”. Elas tratam, portanto, de valores que se aplicam a todo ser humano independente da cultura, raça ou religião e não são passíveis de negociação.Não se negocia atitudes de violência física, psicológica ou moral. Não se negocia o respeito ao ser humano, à propriedade ou à boa convivência. E por isso, as regras morais, possuem um valor maior para o trabalho com o desenvolvimento da autonomia de nossos alunos do que as convencionais. Isso não significa que estas últimas não sejam também importantes para a organização da vida social. Mas é sempre bom alertar: o que é convenção não pode e não deve se sobrepor ao que é moral, caso contrário, estaremos diante de uma inversão de valores. Nova Escola
A indisciplina é um das maiores dificuldades enfrentadas pelos educadores para desenvolverem o trabalho pedagógico. De acordo com Parrat-Dayan (2008, p. 21), os conflitos em sala de aula caracterizam-se pelo descumprimento de ordens e pela falta de limites como, por exemplo: falar durante as aulas o tempo todo, não levar material necessário, ficar em pé, interromper o professor, gritar, andar pela sala, jogar papeizinhos nos colegas e no professor, dentre outras atitudes que impedem os docentes de ministrar aulas mais qualidade.

As regras regulam a convivência e estão presentes em todos os setores da sociedade, seja dentro de casa, no trabalho, na escola, na rua, nas relações sociais. Quando essas regras não são respeitadas a convivência se abala e no caso da escola, a aprendizagem é a primeira a ser prejudicada.

O dialogo é a principal arma para se resolver os conflitos e diferenças de opinião e deve ser estabelecido e ensinado desde os primeiras relações sociais de convivência. No caso das crianças desde a educação infantil. Em alguns casos, a família deve ser parceira e corresponsável por esse aprendizado e no caso de não ser possível essa parceria o estado se torna o responsável legal pela criança. 

Uma boa solução apresentada pelo Mec no site Tv Escola é as Assembleia Escolares. Ano passado testei com minha turma e eles começaram a perceber que a solução para os próprios conflitos estavam nas próprias mãos. Nem sempre as conversas resolviam as questões, e neste momento eu procurava questionar e intervir. Vale a pena assistir os vídeos que contam com a fala dos alunos desde o jardim até o ensino médio.

A sequencia do vídeo no You tube
Se vocês professores tem experiências bem sucedidas com a questão compartilhe conosco.

Abçs
Cris Chabes

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