quinta-feira, 13 de junho de 2013

O que pensam os jovens de baixa renda sobre a escola?

Uma reportagem publicada na revista Nova Escola sobre a crise no ensino médio, revela dados surpreendentes sobre o que os jovens pensam com relação à escola. "A pesquisa mostrou que os jovens não veem sentido em muitos dos conteúdos ensinados em sala e reclamam que os professores não usam a tecnologia durante as aulas. Outras questões levantadas são a falta de correspondência entre a realidade da escola e a vivida por esses adolescentes fora do ambiente educacional - em razão das intensas mudanças ocorridas na família, na cultura e nos meios de comunicação ....... A pesquisa foi coordenada por Haroldo da Gama Torres. A metodologia baseou-se em uma abordagem quali-quanti, sendo focado 6 grupos de São Paulo e Recife com mil questionários.  

Observem alguns dados coletados
  • O número de matriculas no ensino médio público é declinante
  • Os jovens expressam a necessidade de manisfestar sua identidade: (dão grande importância à dimensão lúdica = divertir-se, brincar, zoar
  • Em SP 73% dos jovens começam a trabalhar antes dos 17 anos contra 39% em Recife e todos valorizam mais o trabalho que o estudo. Os pais ao contrário valorizam mais a escola, no entanto compõem a renda familiar com o salário do filho.
  • Todos os entrevistados estão conectados a internet e usam as redes sociais e a escola apenas para os relacionamentos com os amigos.
  • Menos de 50% dos jovens usam a internet dentro da escola
  • Para a grande maioria a escola é percebido como local desorganizado e inseguro. Os professores são considerados indulgentes ou ausentes.
  • Mais de 70% não entende a utilidade dos conteúdos de matemática e português, entre outras disciplinas.
Médias da nota de 0 a 10 atribuída pelos entrevistados à escola

Imagem da FVC


Do total de entrevistados 46,6% pertencem a famílias com renda familiar média de R$1,5 mil reais e compõem um grupo que privilegiam o acesso aos equipamentos tecnológicos. 70% tem acesso a internet de casa e 57,7% o fazem por meio de tablets e celulares. 

Especialistas sugerem formas de articular o que eles pensam da escola com a realidade da educação brasileira:
  • Aproximar a escola do universo dos alunos integrados também ao projeto político pedagógico
  • Garantir professores presentes e preparados, oferecendo plano de carreira
  • Proporcionar aprendizados significativo, com aulas dinâmicas e praticas
  • Melhorar a infraestrutura 
  • Usar as novas tecnologias com propósito pedagógico
  • Zelar pela segurança
  • Diversificar modelos de formação
Acessando o link da Fundação Victor Civita você tem acesso ao relatório na integra da pesquisa.

Para mais informações sobre este e outros
Estudos e Pesquisas da Fundação Victor Civita, acesse:


Beijocas
Cris Chabes

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