domingo, 19 de maio de 2013

Lição de Casa. Ufa!!!


Lição de casa sempre foi entendida pelo professor como um complemento da lição de classe, mas pelo aluno nem sempre essa visão é clara. Algumas vezes ele recebe a tarefa a fazer sem muito entusiasmo.
Na última reunião de pais, falei do desafio e responsabilidade das crianças do 3o. ano com relação as lições propostas.
Educar para Crescer


Exemplo: Estamos trabalhando com as questões ortográficas do uso da letra R nas palavras na classe. Na leitura de um texto e procurando as palavras em grupo as crianças perceberam que o R se posiciona em diferentes lugares da palavra e tem sons diferentes. Montamos um painel com regras definidas pela classe para cada som. TRABALHO = R no meio da sílaba; CORRER = os dois RR dão um som forte; CADEIRA = R na sílaba final da palavra; RECADO = R na primeira sílaba; FORTE = R no final da sílaba; PARADO = R na sílaba do meio da palavra. De lição de casa eles deveriam pesquisar outras palavras para colarmos no painel. Daí veio uma das muitas desculpas: "Professora não fiz por que não achei nenhuma palavra"; Escrevi essa frase na lousa e perguntei aos alunos se nas palavras escritas havia o R. Todas perceberam que sim. Então pedi para que observassem o ambiente da sala e nomeando os objetos me dissessem quais tinham o R. O mesmo foi feito lembrando dos objetos que podem compor uma cozinha e outros cômodos da casa, demonstrando que nem sempre precisamos de livros e revistas para fazer uma tarefa de casa. 

Educar para Crescer
Voltei para casa pensando em como abordar o assunto com os alunos após a reunião, já que nem sempre os pais podem ajudar: "Professora não tenho tempo de fazer as lições com ele, ou professora eu não tenho muitos livros para pesquisa em casa". 
Comecei a ler a respeito e encontrei um material muito interessante na Revista Nova escola que vou usar para fazer um debate sobre o assunto com os meus alunos. Depois conto o resultado para vocês. 

Outra abordagem muito interessante que li vou compartilhar parte aqui

Educar para Crescer
"A complexidade das tarefas e o tempo necessário à sua realização têm de estar de acordo com a idade, .......", defende a professora Maria Eulina. Se você pede como tarefa a leitura de um texto que foi entregue em sala, a garotada não requer ajuda para cumprir o combinado. No entanto, uma pesquisa sobre um tema específico, sem indicação de materiais de consulta e de explicações sobre os procedimentos a adotar para realizá-la, provavelmente vai demandar o socorro dos pais - o que não é recomendável. 

Conhecendo bem as condições de vida.........  Eles possuem em casa um espaço propício aos estudos, com uma mesa, boa iluminação e sem interferência da TV, por exemplo? Precisam comprar algum tipo de material?... Como é a rotina deles fora da escola? Saber se eles têm livros e acesso à internet é outra tarefa sua. 


Educar para Crescer
A correção da lição também é algo muito importante para o aluno. Ele precisa saber se está realizando tudo de acordo com o solicitado pela professora. Eu tenho o hábito ( estou com 3o. ano) de fazer a correção coletiva no dia seguinte e tem funcionado bem. Eles leem  vão ao quadro resolver as questões, compartilham a maneira como resolveram as questões. 




E você professor, como você planeja a lição de casa? Que atividades você costuma pedir para que os alunos realizem em casa? Como você corrige essa tarefa? 


Se você é pai de aluno como vê essa questão? Que sugestão tem para nos dar?

Dois pais da minha sala deram como sugestão para poder localizar as páginas do livro que deveriam ser realizadas, um formulário na contra capa com o número das páginas e a data de entrega. Isso facilitou a localização da tarefa.

Conte-nos sua experiência! 

Abraços 
Cris Chabes

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Leitura na Educação Infantil


A leitura dos diferentes gêneros textuais na escola não é privilégio somente do ensino fundamental II, ou seja, a partir do 5º ano ao ensino médio, é possível trabalhar com textos informativos mesmo com turmas de crianças da educação infantil. 

Já desenvolvi um projeto na escola em que trabalho com uma turma de 1º ano e mesmo aqueles que ainda não estavam alfabetizados falaram com muita propriedade na apresentação para suas famílias na Feira de Ciências.

Os pais ficaram emocionados com um garoto (com necessidades especiais) que explicou sobre a metamorfose da lagarta em borboleta. Ele aprendeu tudo motivado pelos momentos de leitura realizados em sala.

Assistam o vídeo feito pela Nova Escola com crianças da educação infantil.

Beijocas
Cris Chabes



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tenho um irmão especial PRÔ!


Esse é um relato de uma vivência na escola há 5 anos atrás que resolvi novamente compartilhar com vocês. 

Na primeira reunião do ano, uma mãe que estava sentada no fundo da sala, aguardou pacientemente que todas as outras mães fossem embora para se aproximar e dizer: "Professora, sou a mãe de J e percebi pelo desenho que ele fez para representar a família que eu novamente não estou presente (J desenhou-se e a seu pai). Na verdade tenho uma filha especial e quase não tenho tempo para J"......
Desde então tenho observado o comportamento de J quando falamos sobre os relacionamentos entre pais e filhos. Ele é uma criança inteligente e dedicada, porém muito tímida e distraída. Tem alguns amigos na sala, mas é comum aqueles dias em que não quer brincar com ninguém. Como em minha sala há uma criança com necessidades especiais, pude observar que J não também não gosta de brincar com ela. 

Assim, pesquisando encontrei um texto que trata desse assunto e resolvi compartilhar com vocês do Educação em Foco, pois quase nunca pensamos nos conflitos emocionais que essas crianças enfrentam. Segue o link do texto. 


Se para os pais é difícil a compreensão e a aceitação do diagnóstico e possíveis causas da deficiência do seu filho, para os irmãos esta dificuldade assume proporções ainda maiores. 
Impactados e enfeitiçados pelo mistério da deficiência, alguns irmãos percebem, a cada dia, a atribuição de novas responsabilidades e cargas extras em função da deficiência do seu irmão ou irmã, sobrecarregando ou modificando totalmente a sua rotina. Estas expectativas, geralmente trazidas pelos pais, são muitas vezes insensatas para sua idade, pois ocasionalmente ou frequentemente precisam agir como mães ou pais substitutos, como babás ou cuidadores, como exemplos e referenciais de paciência e tolerância. Como estas responsabilidades, na maioria dos casos, não são adotadas espontaneamente pelos irmãos, eles podem facilmente retraírem-se ou revoltarem-se com seus pais e com a condição de deficiência.
Powell e Ogle, no livro Irmãos Especiais, trazem a declaração de uma jovem sobre sua vida como irmã de alguém com deficiência bastante ilustrativa desta situação:
"Doug não dava descanso. Dia após dia, suas necessidades tinham de ser satisfeitas independentemente de nossos desejos. Ele sempre estava em primeiro lugar... Como a presença de Douglas dominava tudo, eu não tinha tempo para mim. Nessas condições, a infância assume uma dimensão constrangedora. Um irmão sem o direito fundamental de ser uma criança. Uma oportunidade de convidar amigos nem sempre se materializava, porque as visitas dependiam da disposição e do comportamento de meu irmão. Minhas saídas eram reguladas pela necessidade que minha mãe tinha de minha ajuda em tudo. Minha mãe apelidou-me de "a outra mãe" quando assumi minhas responsabilidades com seriedade e maturidade superiores a meus poucos anos. Infelizmente, esse comportamento tornou-se uma norma de vida" (p33).
O constrangimento e a sensação de julgamento pelos outros de que não apenas o irmão tem a deficiência, mas toda a família é estigmatizada como deficiente, leva a maioria dos irmãos ao pânico, ao embaraço e, consequentemente, à tentativa de esconder-se ou esconder a deficiência como medida de (auto)proteção. 
A desigualdade no tratamento pelos pais entre os irmãos com e sem deficiência podem gerar sentimentos de hostilidade, ciúme e pesar.
Novamente, encontramos em Powell e Ogle, no livro Irmãos Especiais, um exemplo desta condição:
"Tudo o que Mindy fazia era aceito com grande entusiasmo por nossos pais. Em contraste, a reação de mamãe e papai a minhas realizações não passava de um mero tapinha nas costas. Esperavam que eu me portasse bem em qualquer circunstância. Eu queria que meus pais ficassem entusiasmados com o que eu fazia também... Eu queria que me dessem atenção" (p.33).

Um grande beijo
Cris Chabes

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dislexia


Dislexia. 
O que é isso?
Uma criança com dificuldade na aprendizagem é disléxica?
Não. Vamos entender um pouco mais sobre esse assunto?

Pesquisando em um site encontrei algumas orientações interessantes que muitas vezes já utilizamos em sala.


Sabemos hoje que os distúrbios de leitura e escrita, dentre eles a dislexia, são fatores de maior incidência em sala de aula, portanto devem ser objeto de estudo e de compreensão por parte de todos os envolvidos. A escola, na figura do professor, necessita da um novo significado na busca de novos caminhos para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos que manifestam essas dificuldades. É possível preparar o professor para identificar aquele aluno que demonstre dificuldades em adquirir a leitura e a escrita desde os primeiros anos do ensino fundamental e encaminhá-lo à avaliação aplicada por equipe especializada.Alguns aspectos facilitadores poderão ser introduzidos pelo professor como norte no processo acadêmico e como ferramentas de auxílio aos alunos disléxicos, a saber:

  • Perceber e estimular as habilidades de seus alunos, como forma de dar-lhe segurança, melhor autoestima e mecanismos compensatórios, respeitar suas ineficiências procurando auxiliá-lo de forma calma e segura, para que os alunos sintam-se confortáveis em solicitar ajuda ou tirar dúvidas
  • Explorar seu mundo imaginário e suas habilidades práticas e criativas
  • Permitir a gravação de aulas expositivas, visto que o disléxico apresenta dificuldades para anotar e prestar atenção ao mesmo tempo
  • Dar tempo adequado dependendo do trabalho a ser realizado, o disléxico despenderá maior tempo quando o solicitado requerer leitura e escrita de textos ou livros
  • Fazer provas orais e fornecer mais tempo para as provas que exijam leitura e escrita

Espero que tenha ajudado. Em outro momento colocarei mais informações sobre o assunto.
Mas lembre-se não é papel do professor diagnosticar qualquer dificuldade na aprendizagem do aluno. Essa função é do especialista na área, portanto solicite aos pais um encaminhamento a um profissional da área.

Beijocas
Cris Chabes

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia do Trabalho

imagem do google


Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. 

É importante trabalhar com os alunos essas datas históricas, pois tudo que vivemos hoje está relacionado a essas conquistas. 

Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago. Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.
imagem do google
 Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

imagem do google
Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nessa data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.

Que reflexões foram feitas na sua escola sobre esse dia?
Compartilhe conosco
Beijocas
Cris Chabes

Texto grifado faz parte do site Brasil Escola.

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